domingo, 18 de janeiro de 2009

A troca



O filme já foi comentado em tudo quanto é blog de cinema por aí mas só hoje eu o assisti. Nunca gostei do Clint Eastwood, para mim como ator ele nunca passou de um charlatão, nunca me convenceu. Se fosse dar um conceito para ele como ator seria entre 'ruim' e 'sofrível'. Esforcei-me para nunca assistir a nenhum filme dele como diretor e quando por fim me vi seduzida por tudo o que disseram do filme imaginei que teria que comprar caixas e caixas de lenços de papel para assistir a esse dramalhão.

Imaginei que todos os clichês mãe-sofredora-que-perde-o-filho seriam empregados e usados até a exaustão, mas me enganei. Longe de despertar lágrimas piegas, o filme desperta muitos sentimentos: revolta, raiva, solidariedade, mas em nenhum momento o filme resvala para os recursos batidos de Hollywood para fazer nascer lágrimas em nossos olhos.

Discordo quando dizem que 'o filme é a história de uma mulher que perde seu filho e tem como único objetivo encontrá-lo, desafiando as autoridades de sua cidade'. Trata-se de muito mais, o filme apesar de ser ambientado nos anos 20/30 é atualíssimo, fala da sociedade e de seus pecados, dos abusos do poder, da luta pela mudança que começa sempre com 1 e não com milhões.

A heroína, longe de ser uma heroína é apenas uma mulher. Que não carrega bandeiras nem se deixa intimidar pela lei do mais forte. A troca que querem lhe impingir e que ela não aceita de forma alguma comove a todos, que aos poucos aderem à sua batalha pois entendem que não se trata apenas de encontrar um garoto. Trata-se de reencontrar a dignidade e abandonar a passividade com que aceitamos aquilo com o qual não concordamos.

Dizem que uma andorinha só não faz verão, mas o filme mostra que a primeira andorinha faz sim, o verão, a mudança, a revolução. E em nenhum momento essa idéia é esfregada em nossas fuças como bandeira, aliás o filme não ergue bandeiras e a própria heroína age como uma pessoa comum e não se arvora em Messias que inflama multidões. A simplicidade de sua resistência ao poder inquestionável da autoridade policial, a singeleza com que se recusa a aceitar o que diverge de seus valores é muito melhor assimilada pelas pessoas do que discursos inflamados e retóricas de egos inflados.

Quando o personagem tem vida e sentimentos próprios não há necessidade de o diretor tomar partido nem nos obrigar a escolher lados. E Clint Eastwood em nenhum momento força a barra ou faz sentir sua mão de diretor, é como se a história tivesse vida própria e flui diante de nossos olhos diretamente para nosso coração. E com o coração, muito mais que com a razão sabemos de que lado está a verdade e que rumo tem que ser seguido.

O filme nos leva à reflexão e nos obriga a uma retomada de valores e ao questionamento. Em algum momento no filme o encontro do filho passa para segundo plano, sem ser jamais deixado de lado. A dor nos faz cegos e egoístas, quando a sentimos não vemos mais nada. Não foi o caso da heroína que mesmo em sua dor suprema abriu os olhos para as dores que a cercavam e mesmo precisando de ajuda não hesitou em ajudar.

A sociedade precisa urgentemente de andorinhas. E de histórias como essa.


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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Será que ela vem?


Quem nunca ficou esperando por alguém? Acompanhe a espera angustiante do personagem do desenho do curta 'Será que ela vem?'



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domingo, 2 de novembro de 2008

O fabuloso destino de Amélie Poulain

FILMES - O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Uma jovem que veio do subúrbio se muda para a cidade de Paris, onde após devolver um objeto encontrado ao seu antigo dono resolve ajudar as pessoas que a cercam através de pequenos gestos. Dirigido por Jean-Pierre Jeunet (Alien - A Ressurreição). Recebeu 5 indicações ao Oscar.


O filme é tudo de bom, muito interessante e criativo. O espectador acostumado aos filmes de Hollywood vai sentir-se meio perdido no início pela falta dos famosos clichês hollywoodianos, mas depois vai curtir ver um filme sem saber no que vai dar. Aliás a idéia é essa, antigamente quando víamos filmes não fazíamos a menor idéia do que ia acontecer, no desenrolar da trama ficávamos muitas vezes pasmos.

Hoje quando a gente vê o começo do filme já vai deduzindo o que vai acontecer, com raras e honrosas excessões. Assista esse filme e você vai entender porque esse filme é tão cultuado no mundo todo.

(Zailda Coirano)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Férias à vista!

As férias estão quase aí e eu já estou juntando um monte de DVDs pra ver durante a folga prolongada. Durante as aulas vejo um filme ou outro nos finais de semana e durante a semana só vejo o que passa na TV. Mas agora em dezembro as férias chegam de novo e imagine se não vou passar boa parte dos meus dias em frente à TV, vendo as produções da meca hollywoodiana!

O Walter mandou uns filmes para as filhas assistirem, elas viram e "não sei como" vieram parar aqui. Eu que sou exagerada - ele não - mas dá pra ver filme dia e noite durante boa parte das férias!

Tem para todos os gostos, mas já vi que vou ter que dar uma "reforçada" no gênero terror/suspense porque parece que o pessoal da família curte mais um filme água-com-açúcar, puxado para o "melô".

Mas tudo bem, sou forte, eu aguento, vou comprar umas caixas de lenços de papel e ver o montão todo!

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domingo, 28 de setembro de 2008

Na companhia do medo


Imaginem que ontem assisti, pela enésima vez, a excelente Halle Berry em "Na companhia do medo". Esse filme é muito bom, ela está ótima, tomei alguns sustos ainda, mesmo já tendo visto o filme algumas vezes. Não se admira que ela tenha papado um Oscar, além de boa atriz é muito bonita, passa metade do filme descabelada e desarrumada, mas nem isso chega a empanar o carisma da atriz.

Para quem gosta de tomar sustos, não há coisa melhor.

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Indicações para o Oscar

Estou aguardando as indicações do Oscar, e já esperando ansiosamente pela premiação ano que vem, essa não vou perder. Desde os 13 anos perdi apenas 3 cerimônias de entrega do Oscar. Duro é ir trabalhar no dia seguinte, mais dormindo que acordada, mas vale a pena. Ainda bem que é só uma vez por ano, se fosse uma vez por semana eu estaria enrolada. Bem, mas também não teria tanta graça...

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Dirty Dancing - Time of my life

Esse não é novo, muito pelo contrário, mas é um dos momentos memoráveis do cinema. Adoro esse filme e sempre assisto, tinha a fita de vídeo e tenho o DVD. Estaria em qualquer lista dos 10 mais para mim. Os 10 mais românticos, os 10 mais eletrizantes, os 10 mais inesquecíveis... E essa é sem sombra de dúvida a minha cena favorita.

sábado, 13 de setembro de 2008

Bicho de 7 cabeças

Vídeo com algumas das melhores partes do filme. Eu adorei esse filme, até hoje assisto quando passa na TV e esse vídeo tem uma de minhas cenas favoritas, excelente poema, recitado de uma forma que me deixa arrepiada.